domingo, 3 de março de 2013

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sexta-feira, 9 de julho de 2010

sábado, 26 de dezembro de 2009

" A Volta de Jesus!!"


se JESUS voltasse amanhã
SE JESUS VOLTASSE AMANHÃ - Daniel Siemens
05/06/2009 03:41:35


SE JESUS VOLTASSE AMANHÃ

"E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras" (Ap 22.12).

Imaginemos Jesus voltando amanhã para buscar a Sua Igreja. Imaginemos ter exatamente 24 horas de prazo à nossa disposição. O que seria importante para nós nesse momento? Como usaríamos o tempo disponível?

No começo haveria uma grande agitação. Mas certamente cada um de nós rapidamente faria planos acerca do que ainda desejaria realizar na terra nessas últimas 24 horas.

Em primeiro lugar, todo crente se humilharia diante de Deus e confessaria todos os pecados que inquietam seu coração e pesam em sua consciência. Em seguida, iríamos rapidamente falar com todas as pessoas contra quem cometemos injustiças, pedindo-lhes perdão e procurando verdadeira reconciliação. Quando não fosse possível fazê-lo pessoalmente, telefonaríamos, escreveríamos ou mandaríamos um fax.

Para estar ainda mais bem preparado para o arrebatamento, certamente todo crente ainda haveria de pensar sobre as oportunidades de servir negligenciadas e tentaria recuperar as chances perdidas. Acima de tudo nos empenharíamos para que nossos parentes, amigos e vizinhos ouvissem um testemunho claro da nossa fé. Não mediríamos esforços e faríamos tudo para ganhar a sua atenção. Eles haveriam de perceber a nossa seriedade. E provavelmente nesse dia cada um de nós ganharia pelo menos uma pessoa para Jesus.

Então pensaríamos no nosso dinheiro, lastimando termos dado tão poucas ofertas para o reino de Deus. Sacaríamos as nossas cadernetas de poupança, distribuindo o dinheiro de maneira sensata onde houvesse necessidade. Nem em sonho alguém pensaria em desperdiçar tempo com divertimentos e lazer nesse dia.

A seguir iríamos para a última reunião de estudo bíblico e oração na igreja. O prédio seria pequeno demais para tanta gente. Muitos estariam de pé. Todos orariam sem envergonhar-se no meio da grande multidão ou em grupos menores. E quando chegasse a hora dos testemunhos, as pessoas não iriam parar de falar. Cada um contaria das suas experiências com Deus e relataria o que o Senhor fez por seu intermédio nesse dia. Certamente todos os testemunhos terminariam de maneira semelhante: "Eu lamento muito porque por tantos anos não vivi de maneira totalmente consagrada, que ajudei tão pouco na expansão do reino de Deus, que dei poucas ofertas, que quase não testemunhei a outros, e que raramente participei das reuniões de oração, porque pretensamente tinha coisas mais importantes a fazer. Espero que o Senhor ainda demore mais um pouco e só volte daqui a dois ou três anos! Então eu mudaria totalmente a minha vida! Gostaria tanto de produzir frutos para a eternidade, de juntar tesouros no céu".

Ninguém olharia para o relógio desejando que o culto acabasse logo.

É uma atitude absolutamente realista crer que Jesus poderá voltar amanhã. Todos os sinais do nosso tempo mostram que vivemos nos últimos dias. Mas talvez ainda nos restem exatamente esses dois ou três anos de prazo para trabalhar para o Senhor. Assim, nosso desejo de fato estaria realizado e ainda teríamos tempo para recuperar parte daquilo que negligenciamos. Comecemos hoje mesmo! (Daniel Siemens - http://www.chamada.com.br)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, julho de 1999.

domingo, 11 de outubro de 2009

Remix

A cultura do remix

Carina Teixeira - ArtCidadania.org.br
Artistas que buscam novos intercâmbios e narrativas ocupam cada vez mais os espaços culturais, interferindo e recriando as artes plásticas, o audiovisual e a música.

Reinventar: essa é a palavra de ordem. Propondo a reinvenção de um produto, possibilitando a reapropriação e incorporando alternativas, a Cultura Remix, cria uma nova expressão, provocando a imaginação do espectador.

Desconstruir linguagens já estabelecidas, criar novas. Os novos artistas da Cultura Remix, provocam a percepção humana sobre a realidade que as cerca, descortinando novos significados a partir de reprocessamento de sons e imagens, com suas gravações e manipulações.

“Nessa perspectiva, reinventar é desconstruir linguagens muitas vezes concebidas sob uma visão linear, impregnada de convenções pré-determinadas. A reinvenção, princípio da proposta remix, provoca rupturas na ordem cultural porque requer do humano uma nova prontidão, exigindo uma busca por dispositivos que acomodem formas alternativas e visões de mundo”, explica Rosana Soares Néspoli, Pedagoga, Mestre em Tecnologia da Informação e da Comunicação.

Usando a experiência e a curiosidade como fonte inspiradora, a Cultura Remix não põe em jogo o contexto artístico, mas sim a liberdade de criar, sem que haja a princípio a preocupação com o bom ou ruim, mas sim, a possibilidade de criação através de uma nova leitura para imagem e som.

Com seus sintetizadores (instrumentos musicais criados para produzir sons eletronicamente) e samplers (instrumentos que permitem a conversão de trechos musicais em sinal digital, gravando, manipulando ou reutilização de fontes sonoras pré-gravadas), os inventores, como, por exemplo o duo “The Chemical Brothers”, desafiam os autores dos trechos que eles utilizam a identificar em que parte de suas músicas aparece o sample, que se mistura com a música fonte.

Assim como Marcel Duchamp, que transgrediu o padrão de arte estabelecido e provocou novos efeitos à produção dos sentidos de seus expectadores, o músico, escritor e artista norte-americano Paul Miller, mais conhecido como Dj Spooky, usou a obra do artista francês para ilustrar uma de suas experimentações. O trabalho, que se chama “errata :: erratum”, propõem a idéia de que Marcel Duchamp está sendo remixado pelo DJ.

A obra, que faz parte da galeria digital do Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles, cria variações mudando a posição de vários círculos. Remetendo a técnica usada pelos Djs (disc-jockeys) de virar discos, Spooky, propõe um remix em Flash usando cenas de “Anemic Cinema”, primeiro filme de Marcel Duchamp, feito em 1926, cujo título brinca com as letras da palavra cinema, pondo em movimento esferas rotatórias ou rotoreliefs (discos em que Duchamp desenhou linhas e círculos concêntricos e excêntricos) que, ao girarem, provocam no espectador uma sensação estranha, como uma nova dimensão. Inscritas nos espirais, as letras vão formando frases indecifráveis, compondo um dos fenômenos visuais mais puros, sensíveis e fascinantes, em uma tentativa de se produzir filmes estereoscópicos.

Considerado uma referência no uso inovador da técnica sample, Dj Spook muitas vezes usa o comics como fonte de inspiração, criando uma trilha sonora que age como uma alegoria num ambiente que usa a mídia digital como interface. Para ele, o improviso é estudado, criado e desenvolvido. É um resgate da memória, um intercâmbio entre as mais diversas culturas, línguas e gerações.

Em 2004, Spooky reuniu suas fontes de pesquisa no livro “Rhythm Science”, que foi publicado pela MIT Press e apontado com um dos melhores lançamentos do ano pelo periódico The Guardian e Publishers Weekly. Em 2005, reuniu suas idéias sobre som e multimídia na cultura contemporânea no livro “Sound Unbound”.

Também usando como fonte inspiradora a técnica do remix, o artista natural de Santos, litoral paulista, Vj Spetto, utiliza em seu trabalho imagens intensas e com forte significado. No seu site oficial, afirma que “atitude é seu mote”. O criador do primeiro software brasileiro para VJs (vídeo-jockers), o VRStudio MX (
www.visualradio.com.br/dowload), também ministra workshops, palestras e aulas, ensinando suas técnicas de atuação e suas pesquisas com as imagens, além de ministrar aulas de pós-graduação na disciplina de Edição e Direção em Mídias Digitais da Faculdade Senac, em São Paulo. Em 2005, o VJ foi coordenador de imagens e tecnologia do Festival Motomix, em São Paulo, além de criar instalações multimídias em galerias e museus de arte moderna.

Outra figura conhecida nas festas regadas a música eletrônica no Brasil e no exterior, o Vj Duva é um criador experimental no campo da videoarte, desenvolvendo desde o fim dos anos 80 narrativas pessoais em vídeo, bem como uma série de experiências em vídeo-instalações. A partir de 2000, vem se dedicando a uma série de live images e sons em tempo real, criando projetos áudio-visuais imersivos, desenvolvendo conteúdo e ambientes específicos para novas mídias.

Usando a remixagem de imagens como tema, tendo como cenário principal elementos da mídia digital, o artista Eduardo Navas também propõe uma releitura para diversas imagens. Navas, que também é historiador, escritor especializado em novas mídias e Ph.D. em História da Arte, Teoria e Crítica da Universidade de San Diego, Califórnia, já teve seus trabalhos expostos no Museu de Arte Contemporâneo Ateneo de Yucatan (Macay) e no Centro de Diseno, Cine y Television, ambos no México; no Whitney Museum's Artport, em Nova York, entre outros lugares.

Além disso, o artista idealizou e criou, o site
Net Art Review, e foi co-fundador e membro da Acute, rede internacional com membros de Buenos Aires, Cidade do México, Los Angeles, Madri e Jerusalém, com a proposta de promover o intercâmbio entre artistas e suas produções, tomando como base os meios digitais. “As pessoas criam trabalhos desafiadores em qualquer meio, principalmente unindo elementos de outras áreas. A net art cria um meio de exposição e criação para muitos artistas e nesse contexto a troca de informações é muito útil”, comenta Eduardo sobre o trabalho desenvolvido no site Net Art Review, durante a conferência “Share, Share Widely”, promovida pela Universidade de Nova York.

A reutilização de materiais e elementos, também serviu a inspiração para o artista Nelson Leimer, que usa o tema consumo e cultura urbana para retratar em trabalhos como “Projeto Care” e “Trabalhos Feitos em Cadeira de Balanço Assistindo Televisão”, uma nova visão para objetos como cartões de natal e latas de refrigerante.

Dentro do temo Cultura Remix, há uma inversão do papel de autor, em efeito identificado pelo historiador e crítico de arte Tadeu Chiarelli, quando fala de Leirner. “O que Nelson faz é orte: romper com o conceito de artista, entendido como herói e, por outro lado, recuperar o sentimento anônimo e coletivo do fazer artístico”.

No entorno do universo inaugurado pelo remix, as práticas de reutilização, apropriação e reciclagem de mídias alteram o que já está pronto. Nesse contexto, reciclar é marca de um novo fazer artístico. Com isso, influências e repertórios são transformados em novas linguagens e possibilidades.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Dj Secular

Pascal Kleiman o DJ (secular) que toca com os pés


Vítima de má formação fetal causada pela substância talidomida, encontrada em certos medicamentos e tomada equivocadamente por sua mãe durante a gravidez, Pascal Kleiman é um exemplo de vida. Nascido sem braços em 1968 na França, ele aprendeu a fazer todos os tipos de coisas com os pés desde muito cedo. Seu avô foi quem o ensinou a escrever e mostrou ao jovem Pascal que ele poderia superar todas as dificuldades usando os pés.

Pascal vive na Espanha há 26 anos, e embarcou na onda do acid house já em 1989, quando ainda vivia na França. Foi quando trancou a faculdade de direito e se profissionalizou como DJ e produtor musical, fazendo parte do grupo de artistas que realizaram as primeiras raves francesas. Ganhou destaque na cena não só por tocar com os pés, mas pela capacidade de mixar diferentes estilos com um groove singular.

Seus sets aglutinam harmoniosamente diversos estilos, como ambient, dub, house, progressive, psychedelic e techno. Ao longo da carreira, colecionou residências em clubs como o Attica (Madrid, em 1992) e o NOD (Valência, 1993). Além de ter tocado ao lado de grandes nomes, como Laurent Garnier e Maurice Fulton, em grandes clubs e festivais, a exemplo do Sónar, Rex, Pacha e Space.

Nos últimos anos, Pascal vem se dedicando não só às apresentações como DJ, mas também a uma escola que abriu para DJs e VJs em Valência. Hoje, é casado e tem dois filhos que nasceram com braços, mas também estão aprendendo a usar os pés para discotecar.

Pascal Kleiman, em pessoa, é a prova de que é possível realizar sonhos, desde que se tenha força de vontade e dedicação, em primeiro lugar. Toda essa coragem e persistência rendeu o papel de protagonista do doucumentário Héroes, no hacen falta alas para volar ("Heróis, não é preciso asas para voar", em tradução livre), que faturou o prêmio Goya de melhor curta-metragem deste ano. O filme ganhou mais de 30 prêmios internacionais, aumentando ainda mais a popularidade do DJ, que se tornou a sensação do último verão europeu.


Vítima de má formação fetal causada pela substância talidomida, encontrada em certos medicamentos e tomada equivocadamente por sua mãe durante a gravidez, Pascal Kleiman é um exemplo de vida. Nascido sem braços em 1968 na França, ele aprendeu a fazer todos os tipos de coisas com os pés desde muito cedo. Seu avô foi quem o ensinou a escrever e mostrou ao jovem Pascal que ele poderia superar todas as dificuldades usando os pés.

Pascal vive na Espanha há 26 anos, e embarcou na onda do acid house já em 1989, quando ainda vivia na França. Foi quando trancou a faculdade de direito e se profissionalizou como DJ e produtor musical, fazendo parte do grupo de artistas que realizaram as primeiras raves francesas. Ganhou destaque na cena não só por tocar com os pés, mas pela capacidade de mixar diferentes estilos com um groove singular.

Seus sets aglutinam harmoniosamente diversos estilos, como ambient, dub, house, progressive, psychedelic e techno. Ao longo da carreira, colecionou residências em clubs como o Attica (Madrid, em 1992) e o NOD (Valência, 1993). Além de ter tocado ao lado de grandes nomes, como Laurent Garnier e Maurice Fulton, em grandes clubs e festivais, a exemplo do Sónar, Rex, Pacha e Space.

Nos últimos anos, Pascal vem se dedicando não só às apresentações como DJ, mas também a uma escola que abriu para DJs e VJs em Valência. Hoje, é casado e tem dois filhos que nasceram com braços, mas também estão aprendendo a usar os pés para discotecar.

Pascal Kleiman, em pessoa, é a prova de que é possível realizar sonhos, desde que se tenha força de vontade e dedicação, em primeiro lugar. Toda essa coragem e persistência rendeu o papel de protagonista do doucumentário Héroes, no hacen falta alas para volar ("Heróis, não é preciso asas para voar", em tradução livre), que faturou o prêmio Goya de melhor curta-metragem deste ano. O filme ganhou mais de 30 prêmios internacionais, aumentando ainda mais a popularidade do DJ, que se tornou a sensação do último verão europeu.